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- Atualizado em 15/10/21 às 11h51

CPI da Covid: Omaz Aziz diz que precisa ser convencido de que Bolsonaro cometeu genocídio

Presidente da CPI da Covid pontuou que apesar de ter conflitos com o presidente, não pode ‘ir além’

Foto: Reprodução/Agência Senado

Redação
O senador e presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, Omar Aziz (PSD-AM), afirmou, em entrevista ao UOL News, na manhã desta sexta-feira (15), que pretende pedir indiciamento do presidente Jair Bolsonaro por genocídio. No entanto, Aziz pontuou que ele precisa ser convencido a acusar o chefe do Executivo.

“Vou ter que ser convencido de que Bolsonaro cometeu o crime de genocídio. Nós demos o prazo até o dia 15 desse mês, que é hoje, para o Renan fizesse o relatório, com auxílio de pessoas qualificadas. Se for colocar o presidente como genocida, eu queria saber qual foi o genocídio”, disse ao completar que apesar de ter conflitos com o presidente, não pode “ir além”.

“Eu tenho que ter essa cautela, eu não vejo, só se alguém me convencer desse crime”, completou.

Na entrevista, Aziz comentou sobre a reta final do relatório produzido pelo relator da Comissão, Renan Calheiros (MDB-AL), e pontuou que se pudesse adiaria o final da CPI para ouvir o general Walter Braga Netto.

“Se eu pudesse adiaria o final da CPI para ouvir do Braga Netto quem produziu aquele decreto para mudar a bula da cloroquina. Eu gostaria de fazer apenas uma pergunta para ele: quem teve e quem redigiu o decreto? Não foi o senhor, porque o senhor não entende nada de saúde. Não importa se é general ou coronel, precisa ser investigado do mesmo jeito”, afirmou.

Com convicção, o presidente da Comissão disse que o nome do general precisa estar no relatório, pois o suposto gabinete paralelo teria a participação dele. “Se o gabinete paralelo existiu, Braga Netto estava junto. Ele não estava fora disso não”, completou.



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