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- Atualizado em 16/06/22 às 07h55

Major Denice Santiago comenta sobre feminicídio no país: “Quem ameaça faz”

A policial afirmou que esse tipo de crime no país está estruturalmente firmados na sociedade brasileira

Foto: Assessoria

Redação

Convidada do PODV, podcast do portal V Notícias, desta quinta-feira (16), Major Denice Santiago, abriu o jogo sobre os crimes de feminicídio no Brasil. No assunto, a fundadora da Ronda Maria da Penha foi taxativa: “Quem ameaça faz”.

Durante a conversa, Denice afirmou que os crimes de feminicídio no país, que está em quinto lugar entre os países que mais matam mulheres, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), estão estruturalmente firmados na sociedade brasileira. 

“A sociedade quer manter uma reação. O cara vai lá mata, é preso e esses que ficaram fomentando essa postura estão lá, impassíveis, seguindo a vida deles” afirmou a Major, sobre as relações masculinas que, segundo ela, fortalecem os dados de violência contra a mulher. 

A pré-candidata a deputada federal também comentou sobre sua visão a respeito do porte de armas, discurso defendido pelo presidente da república, Jair Bolsonaro. Questionada sobre o posicionamento do chefe do executivo nacional, a policial foi direta e se mostrou contrária ao uso de armamentos pela população. 

A conversa provocativa girou em torno de temas polêmicos como educação, implementação e difusão de informações sobre a Lei Maria da Penha, além da história de vida da Major, de família periférica, que foi responsável por fundar a Ronda Maria da Penha no estado da Bahia e se tornou case no combate policial de violência contra a mulher. 

Relembrando o início de sua trajetória, Denice revelou que entrou para a polícia “por necessidade”. De acordo com a Major, “era um emprego”. No entanto, ao entrar para a Polícia Militar, contou que se apaixonou pela corporação.

Denice, que também é criadora do Centro de Referência Maria Felipa, núcleo da PM baiana que tem como missão a valorização e melhora das condições de trabalho da mulher no batalhão, contou a história da criação de mais esse projeto e revelou que a princípio havia pensando no nome de Maria Quitéria, mas foi indagada por um superior, “Você vai querer mesmo se vestir de homem para ser aceita?”, e por fim escolheu o nome de Maria Felipe, símbolo baiano na independência.

Os detalhes da conversa estão no PODV, no canal do Youtube do V Notícias.


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