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- Atualizado em 14/10/21 às 14h13

Maurício Barbosa volta a ser delegado da PF

Maurício Barbosa foi acusado de fazer parte do esquema de compra e venda de sentenças em disputas judiciais de terras no oeste baiano

Chayenne Guerreiro

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Og Fernandes, autorizou nessa quinta-feira (14) o ex-secretário de segurança da Bahia, Maurício Teles Barbosa a retornar ao cargo de delegado da Polícia Federal.

Além dele, a chefe de Gabinete da SSP-BA, Gabriela Macedo também foi autorizada a exercer o cargo de delegada civil. No entanto, ela deve continuar afastada do cargo de chefe de Gabinete da SSP-BA e permanece proibida de acessar as dependências do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), de manter comunicação com servidores e de utilizar os serviços do Poder Judiciário.

Maurício Barbosa foi acusado de fazer parte do esquema de compra e venda de sentenças em disputas judiciais de terras no oeste baiano, na chamada Operação Faroeste. Ele foi citado na delação da desembargadora do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), Sandra Inês Rusciolelli.

“O denunciado Maurício Barbosa exercia o cargo de secretário de Segurança Pública do Estado da Bahia à época dos fatos e era tido como o braço forte do grupo criminoso dentro da polícia. Na concepção do modelo criminoso tendente à realização de atos de corrupção e lavagem de ativos, costumeiramente se valia do seu cargo para: i) impedir o avanço de investigações contra os integrantes da organização criminosa; ii) investigar seus opositores. Com ativa participação, o ex-secretário praticou os fatos abaixo delineados buscando blindar a organização criminosa da qual era integrante”, diz a denúncia assinada pela subprocuradora-geral da República, Lindôra Araújo.

“O Gabinete de Segurança Institucional foi criado, pelo então presidente Gesivaldo, com o objetivo de coagir e pressionar os colegas que não aderiam ao seu intento criminoso, decidindo favoravelmente à Orcrim. Nesse trilhar, detalhe-se, que foi forjado um processo contra esta delatora, sob a suspeita de prática do crime conhecido como ‘rachadinha’. O referido fato foi detalhado pelos Colaboradores, sobretudo, no que diz respeito ao fato ocorrido com o advogado Sergio Habib, que é advogado do Secretário de Segurança Pública Maurício Barbosa – também membro da Orcrim, que operacionalizou as reintegrações no Oeste e montou a equipe do GSI –, telefonou para ele na presença desta delatora, com o celular no viva voz, quando ouviram do Secretário, que o Gesivaldo e Roque cobravam diariamente a solução do inquérito contra mim”, diz um trecho da delação de Sandra Inês.

Maurício Barbosa também é acusado de lavagem de dinheiro após os investigadores terem encontrado “notas fiscais de bens de alto valor adquiridos em curto espaço de tempo e à vista”, totalizando R$ 218 mil.

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