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- Atualizado em 03/08/22 às 09h34

Pressão por candidatura na Bahia travou aliança entre Pt e União Brasil

Neto, que é um dos principais líderes do partido, teria deixado claro para articuladores de Lula que a negociação só iria para frente se a questão da Bahia fosse resolvida. Wagner não topou. 

Foto: Reprodução

Redação

A ideia de acordo entre PT e União Brasil na esfera nacional para eventual aliança na chapa do ex-presidente Lula naufragou por causa de problemas na articulação da Bahia. O ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, trabalhava junto ao presidente nacional do União Brasil, Luciano Bivar, para que Jerônimo Rodrigues (PT) retirasse a sua pré-candidatura em prol de ACM Neto (União Brasil). Segundo se fala nos bastidores, a ideia de Haddad é que a articulação também pudesse beneficiá-lo, já que ele também pretende concorrer ao Governo de São Paulo.

Setores do PT que defendiam o acordo com o União ainda no primeiro turno estariam “irritados” com a insistência do petista Jaques Wagner de não ceder. As conversas estavam adiantadas entre os partidos – mas travou exatamente no impasse do palanque da Bahia. Neto, que é um dos principais líderes do partido, teria deixado claro para articuladores de Lula que a negociação só iria para frente se a questão da Bahia fosse resolvida. Wagner não topou. 

Na semana passada, o senador reagiu publicamente contra os rumores em torno do acordo e atacou ACM Neto. “Eu acho até graça. Isso é desespero de perdedor. Primeiro ele não sabe pra onde vai, fica em cima do muro, diz que tanto faz. Depois vê a liderança absoluta de Lula e quer que o candidato de Lula, que vai ganhar a eleição, retire a candidatura. É medo da derrota que se aproxima”, escreveu, no Twitter. 

O PT também negou. “Partido dos Trabalhadores reitera que todos os diálogos com o União Brasil acerca das eleições nacionais não tiveram, não têm e nunca terão qualquer relação com a disputa na Bahia. A presidenta nacional, Gleisi Hoffmann, e o presidente estadual, Éden Valadares, reafirmam a tática eleitoral do PT aprovada pelo partido e pela Federação Brasil da Esperança: eleger Jerônimo Rodrigues Governador, Geraldo Júnior Vice e Otto Alencar Senador”, ressaltou a sigla, em nota. 

“Toda e qualquer notícia que seja diferente disso, trata-se de pura e leviana especulação. Vamos juntos com Lula, Jerônimo e Otto reconstruir o Brasil e renovar o projeto mudancista na Bahia, caminhando ao lado do povo baiano, dos prefeitos, vereadores, dos movimentos sociais e dos partidos aliados a Rui Costa, Ângelo Coronel e Jaques Wagner – PT, PCdoB, PV, PSD, MDB, PSB, AVANTE e PATRIOTAS”, finalizou o comunicado. 

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