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- Atualizado em 12/01/22 às 16h20

Restrições de Rui desagradam empresários: “Não acho correto como se faz”

Novo decreto do Governo do Estado está sendo alvo de críticas por parte de empresários de entretenimento e artistas

Foto: Divulgação

Edvaldo Sales

O novo decreto do Governo do Estado, anunciado na última segunda-feira (10), que reduz para até 3 mil o número máximo de pessoas em eventos em todo o território baiano, acabou causando um impacto financeiro negativo muito grande no setor do entretenimento, como aponta o empresário Aldo Benevides.

Ao VNotícias, Aldo disse que acha a redução do número de pessoas nos eventos cabível diante do aumento de casos de Covid-19 no estado. Contudo, ele discorda da maneira como as coisas estão acontecendo. “Ele [Rui Costa] tem os números e a estratégia para o combate. O que não acho correto é a forma como se faz, sem um aviso prévio e sem uma conversa com o setor”, criticou.

De acordo com o Aldo, o lado dos empresários não foi levado em consideração no momento de aplicar essa nova medida. Ele pontuou ainda que o segmento do entretenimento foi o mais impactado pela pandemia. “O impacto financeiro e de planejamento é muito grande. Não só para os empresários, mas também para toda cadeia produtiva que compõe esse segmento”.

“As pessoas que dependem disso simplesmente zeram sua renda. O baleiro não vende, o segurança não trabalha, o garçom a mesma coisa. O empresário ainda tem como sobreviver e a cadeia produtiva?”, questiona.

Onda de cancelamentos

Logo após o anúncio do novo decreto, uma onda de cancelamentos teve início. Marcada para acontecer no dia 13 de janeiro com shows de Bell Marques e Harmonia do Samba, a festa do ‘Bonfim de Tarde’ foi uma das primeiras a serem canceladas, ainda na segunda-feira. Procurada pelo VNotícias, a produtora do evento disse que não se pronunciará sobre o assunto.

No mesmo dia, o ‘Baile da Santinha’, ensaios de verão do cantor Leo Santana, também foi suspenso. Após a estreia na última sexta-feira (7), as edições que aconteceriam dias 14 e 21 de janeiro, no Parque de Exposições, não vão mais acontecer.

Divulgação

Insatisfeito com a situação, Leo Santana criticou a nova medida do Governo do Estado. “Os governos precisam reforçar a exigência do cartão de vacinação nos lugares de maneira firme. Precisa haver um pacto entre todos nós sobre isso. Restaurantes, shoppings, bares, todos os lugares de circulação pública. Não quis vacinar, fica em casa. O que não dá é pra cancelar toda a cultura e eventos e um setor pagar uma conta altíssima que se arrasta por anos. Bora organizar isso aí gente”, escreveu o artista em uma rede social.

Já na última terça (11), também decorrência do novo decreto, o Salvador Folia anunciou o cancelamento do Carnaval indoor, que seria realizado entre os dias 24 e 27 de fevereiro, no Centro de Convenções, na capital baiana.

O evento teria shows de Ivete Sangalo, Claudia Leitte, Luísa Sonsa, Gloria Groove e Solange Almeida, entre outras atrações.

Abrape se manifesta

Diante das suspensões, a Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (Abrape) se manifestou, no fim da noite da última segunda (10), em uma carta aberta. Conforme a Abrape, cancelar eventos controlados neste momento é uma decisão “preconceituosa”.

No pronunciamento, a associação pontuou que a retomada dos eventos é um processo que está em andamento em todo o país “respeitando os índices epidemiológicos de cada região”.

Diante disso, a Abrape afirma que é “precipitado, preconceituoso e prematuro o cancelamento de eventos controlados que obedecem aos cuidados necessários e exigidos”.

Leia a carta na íntegra:



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