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- Atualizado em 13/10/21 às 14h50

Teresa de Lisieux é lider em denúncias de assédio moral em Salvador

Os números, no entanto, podem não refletir a realidade, já que muitas pessoas não se sentem seguras para denunciar.

Foto: Divulgação

Redação

O hospital Teresa de Lisieux, da rede Hapvida, em Salvador, foi líder de denúncias de assédio moral em 2021. O levantamento foi feito pelo Sindicato dos Enfermeiros do Estado da Bahia (Seeb). De acordo com o Seeb, foram registrados de janeiro a setembro desse ano, 12 casos. Os números, no entanto, podem não refletir a realidade, já que muitas pessoas não se sentem seguras para denunciar.

Durante a pandemia da Covid-19, as denúncias cresceram de forma alarmantemente. A estafa e o estresse trazido pelo momento trazem à tona muitas doenças psicológicas ligadas diretamente ao ambiente ainda mais sobrecarregado de trabalho.

É considerado assédio moral qualquer situação vexatória de perseguição por atos repetitivos, que cause humilhação, constrangimento e ofenda a dignidade de um trabalhador. O objetivo principal do ofensor é reduzir ou deteriorar a posição da vítima.

Além de humilhações, ameaças de demissão, situações constrangedoras, piadas, insinuações, ofensas que podem ser coletivas ou individuais. Também pode ser considerado assédio moral: a sobrecarga de tarefa, cobrança de metas muitas vezes intangíveis, vigilância excessiva e a mais frequente em época de pandemia é a falta de fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual em atividades presenciais, aumentando o risco de contágio.

Entre as reclamações recebidas pelo Sindicato dos Enfermeiros do Estado da Bahia (Seeb) na rede Hapvida, está a da jornada excessiva de trabalho sem descanso durante a pandemia da Covid-19.

Kit Covid-19

Na última semana profissionais da rede de assistência médica Hapvida relataram ao jornal Folha de S.Paulo que a operadora, promoveu uma ostensiva interna pelo uso de medicamentos do chamado “kit Covid” mesmo diante de comprovações de que não eram eficazes.

Imagens do sistema de registro médico da Hapvida mostram como ele conduzia os profissionais a receitar esses medicamentos sem eficácia. Em uma das telas, uma mensagem é destacada em vermelho: “Não deixe de prescrever”.

Os médicos denunciaram que os profissionais eram ameaçados, recebiam telefonemas e mensagens agressivas com cobranças dos motivos para a meta do dia não ter sido cumprida. A rede teria informado ainda que quem não prescrevesse o kit não faria mais plantões no hospital.

Na segunda-feira (4), leitores do Vnoticias denunciaram a rede hospitalar pelo uso indiscriminado do conjunto de medicamentos sem eficácia comprovada.

A Hapvida está sendo investigada pelo Conselho Municipal de Medicina de São Paulo (Cremesp) e pela Agência Nacional de Saúde (ANS) após as denúncias.

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